16 de set de 2010

A ÁRVORE DOS SONHOS

Eu tenho sonhos. Muitos. Alguns morreram aos poucos, sem agonia, contudo. Eu pensava que poderia ser um grande escritor. Então, escrevia poesias, crônicas, romances... Mas nunca consegui ser avaliado por uma editora séria. Ganhei algumas estatuetas, medalhas e, como diriam os antigos, alguns cobres. Não passou disso. Eu me encantava com a literatura francesa, russa e, sobretudo, Henry Miller. Um momento! Vou ao facebook e insiro uma frase de Miller. Miller, Miller - o guru das loucuras do centro do Rio. Ah... Bem, eu escrevi coisas de algum valor, suponho. Quem leu, gostou. Mas eu não fiquei satisfeito. O grande trabalho estaria por vir... E não veio. Não sou um grande escritor. O que me contenta é saber das injustiças no meio literário, que Bruna Surfistinha faz sucesso no mercado editorial, e gente séria como eu sequer consegue ser avaliado. Estou sem Gato Negro para fazer um brinde: aos sonhos mortos! O que me alenta é ter um monte de sonhos. Sou como uma grande árvore e estou numa fase de outono... Uma árvores de sonhos...

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