4 de fev de 2010

GOURMET / ALTA CULINÁRIA

Receita francesa (com tradução)

Original e tradução

O - Sem nada em casa. Geladeira vazia como o coração dos homens. Merda! O jeito é improvisar!
Tr - Nós os grandes cozinheiros devemos ter bom senso. Responsabilidade! Nosso lema é nutrir!

- Tive uma idéia. Tem tanto resto na geladeira, parece até uma lixeira...
- Aos ingredientes. Sempre de primeira qualidade e boa procedência...

- Acho que me lembro o que é salpicão. Já apelidei uma pessoa com este nome.
- Hoje nosso prato será salpicão. Receita básica, mas de sucesso garantido.

- Epa! Há um potinho com arroz integral, uma lata de milho e um resto de ervilha...
- Vamos! Arroz integral de primeira linha, milho e ervilhas, todos bem cozidos...

- Ora, tem batata palha (da Elman!). Maionese. Azeitona. Achei também maisena e geléia de mocotó.
- Numa vasilha misture batata palha (crocante), maionese, azeitona e temperos exóticos e finos.

- Vou misturar essa merda toda e ver o que dá...
- Mexa tudo vigorosamente até ficar uniforme...

- Ué, acho que deveria ter frango... já sei... nuggets!
- Não esqueça de adicionar frango desfiado...

- A aparência não é boa... repugnante...
- Pronto, é de dar água na boca... magnífico...

- Vou chamar de Salpimerda...
- Em francês, Salmpimerdá...

- Haja banheiro! Aiiii...
- Bon apetit! U-lá-lá!

2 comentários:

Patrick e Jessica disse...

haha, olha a salmonela aí gente!!!

MM disse...

Não costumo sentir medo, tenho sangue sertanejo, contudo o sinto por algumas comidas. Meu Deus! Parecem ter vida! Foi assim que por causa de Dominique, certa vez quase morri. Dominique é um italiano com um sotaque inglês. Geralmente usa um terno surrado acompanhado de um bom par de tênis, desses bem moderninhos que parece andar sozinho, e sempre tem nas mãos um notebook de última geração. De tanto nos encontrarmos por acaso no metrô, na estação, num mall qualquer, numa ou noutra ocasião, Dominique um dia criou coragem, me abordou e convidou-me para jantar. Eu estava mesmo de bobeira, resolvi aceitar. Não era num restaurante, mas na casa de amigos, que já o haviam convidado. Senti um friozinho na barriga ao pensar no cardápio. O prato, de longe parecia sopa. Consumê o prato principal? Para meu desespero não era. Era uma coisa disforme, uma gosma de aparência meio dura, meio mole. Parecia massinha de modelar dessas que criança usa na escola. Só que em tamanho gigante. Além do mais tinha alguns objetos incrustados que não dava pra identificar. Talvez algo parecido com o salpicão do João. Salpicão do João? Não gostei! Vou mudar isso. Parecido com o Salpicão à Francesa, a referida receita que João acabou de ensinar. É triste! Existem culturas em que é quase uma ofensa mortal não comer o que se oferta na mesa. Infelizmente era a situação. O resto da história... Hum... Melhor não contar. Pode gerar certo mal-estar. Pronto! Melhor parar!