28 de fev de 2010

ÀS ALMAS

Sensação boa dirigir às quatro da manhã. Apenas as almas benditas e malditas circulando aqui e ali. Um dia imenso que emendou no outro e do jeito que eu gosto: produtivo e surpreendente. Pouco dormi e logo estava na feira, entre frutas, espetinhos de porco, cds piratas e gente. Eu gosto do clima de feira. Praticamente não dormi e estou sem sono. O filme Guerra ao Terror me decepcionou, já o livro organizado por Adauto Novaes sobre nações e nacionalismo é muito bom. A impressão que os americanos passam de si mesmos é a de um povo absolutamente estúpido. Ou por que será que em todos eles existem as piadinhas idiotas em momentos de tensão? Boa noite a todas as almas benditas e malditas que eventualmente passem as auréolas ou tridentes por aqui...

2 comentários:

Cafo... disse...

A madrugada é a melhor hora...é o encontro das almas, do silêncio...

Não sei quantas almas tenho

"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu".

Fernando Pessoa

MM disse...

Quem me conhece sabe que gosto muito de ler, de prosa e poesia e até me atrevo a escrever algumas linhas. Às vezes sou presenteada com algumas coisas do gênero. Na semana passada recebi de presente uma crônica, “A Mulher Madura”, na voz de Paulo Autran, de autoria de Affonso Romano Sant’anna e disponível no seu site. Aliado à narrativa , quem me deu, adicionou que sou uma dessas mulheres maduras. E, em que pese a maturidade, fiquei lisonjeada. Mas espera um pouco, madura, eu? Diria na minha linguagem, não coloquial, que é uma matéria controvertida, pois recentemente escutei que tenho alma de adolescente e muitas vezes me sinto uma criança. Deve ser crise de identidade. Quem sou eu?