9 de jan de 2010

ONDE FICA O "Y"?

Joyci. Joicy. Onde fica o "y"? Pouco importa. Eu praticamente a conheci agora, durante a viagem de fim de ano. Foi minha aluna não me lembro quando. Um dia, ao lhe dar carona, disse: "desculpe, eu sempre lhe julguei mal..." Fiquei emocionado e nunca mais a vi. E a reencontrei por esses dias na "caravana" ao nordeste. Joyci tem a beleza da restinga e o sorriso do mar. Dura e seca, nem por isso menos envolvente e sedutora. De seus quase três metros de altura, teve a paciência da casuarina em relação aos meus intermináveis "resumos". Joicy simplesmente ria como uma rara bromélia e seus olhos de erva passarinho se tornavam doces como a pitanga... "Vamos", repetia com inocência. Dorme, dorme, Joyci dormideira. Uma criança grande, que não fala mal dos outros, que não reclama ou briga. Dorme, dorme Joicy. Dormir é a virtude de quem tem a consciência limpa ou não é atormentado. Joici com ou sem y. Provavelmente, não teremos novos resumos. Não a verei mais cochilar na jangada, em pé, na feira, na praia. Dorme, dorme, dormideira. Onde fica o "y"? Obrigado pela paciência e cumplicidade. Você foi um dos grandes presentes da viagem de Ano Novo.

3 comentários:

Soraya disse...

Amei! Joicy é td d bom! Um coração gigante que não nega sua dona ídem... Essa viagem foi mt especial p/ mim e isso se deve mais as pessoas c/ quem pude compartilhá-la do que ao destino em si (q tb ñ deixou a desejar, q fique registrado).

joicy disse...

Bem...ter compartilhado 1 semana com todos vcs p mim foi um enorme presente de fim de ano!Aprendi a admirar com itensidade as pessoas q já conhecia!Ser beneficiada com novas amizades!!P/ mim essa viagem foi mais do que especial pq foi esse grupo que a fizeram assim!!
Obrigada por tê-los comigo!!
bjs

Maria disse...

TRIBUTO A DANIEL

Quando conheci você, já não ria mais à toa. Isso você me devolveu! Eu era um outono intenso, daqueles em que não fica nenhuma folhinha nas árvores e o chão coberto, encobre totalmente os nossos pés. O colorido da sua primavera me irritava tanto que você nem pode imaginar. Seu sexo frágil, sua simplicidade, suas obviedades. Desculpe-me Dani, mas é verdade. Tudo em você falava alto demais. Gritava! E como sabe, não sou chegada a barulho, a não ser que seja pra dançar. Foi quando percebi que sofria tanto quanto eu, contudo não reclamava. Apenas brincava com o que a vida lhe deu. E com a simplicidade de costume e um olhar que vinha do coração, falou: “Maria, saudade é pra quem sabe sentir”. A vida tem suas surpresas... Hoje é de você que sinto saudades e a mera lembrança de sua existência enche meu coração de felicidade.