8 de jan de 2010

A guitarra sibila, ele chega sexualmente irresistível e se estica, provoca - é um convite indecente. O outro tem a barba eternamente por fazer, já nasceu assim. Há eletricidade no ar. É a vez dela, que tira o capuz e retira milhões de anos da África pelo ventre. Os pelos se eriçam, são os meus. O solo é uma facada e o palco um bordéu. Suor. Nojento para quem é nojento. Será sempre assim no youtube. Ele o demônio, depois o indecente e a deusa de ébano. Eu. E você que faz parte deste delírio...

Um comentário:

Maria disse...

A deusa chegou... Chegou sorrateira, bonita, faceira e “olhou” para mim. Sentiu meus cabelos, minha barba, meus pelos, meu tudo enfim. Chegou como uma fada e com a noite estrelada ela se confundiu. Seu ventre liberto, sagrado, secreto. Ela me seduziu. Lhe ofereci “cânha”, cerveja, um vinho... Lhe dei meu licor. Nenhuma palavra não me disse nada e me libertou.