16 de dez de 2009

A LIÇÃO DOS BEBÊS

Foram quatro horas da minha vida jogadas no lixo. Primeiramente um engavetamento na Rio-Niterói, depois outros tantos engarrafamentos sem o menor motivo, ou melhor: por simples excesso de veículos. Depois a expectativa de comida tailandesa - um Khao Mangal ou um Kaeng Kari Kai - se transformou numa visita ao MacDonald´s de beira de estrada. Confesso ter gostado do sanduíche e do sorvete. Enquanto me empanturrava, observei por uma vidraça duas "caçambas" com bebês idênticos. Não era um efeito da luz sobre o vidro, eram gêmeas, duas meninas lindas. Vou dizer algo que pode espantar os meus milhares de leitores que deveriam existir. Há certas frases que pronunciamos sem a devida reflexão. Ouço sempre: meu tempo disso já passou, isso ou aquilo nunca mais e assim por diante. Geralmente pessoas que já viveram bastante e que consideram a vida como uma escalada linear, uma prova hípica, enfim. Então, a declaração bombástica: eu me sinto disposto a tudo. Meu tempo não passou ainda para absolutamente nada! Ainda pretendo errar e acertar muitas vezes. Eu me sinto sempre novo, daquela forma mesmo que Krishnamurti dizia ser possível. Até ser pai de gêmeos... Não existe "essa altura do campeonato", a não ser na mente. Posso fazer qualquer coisa que tenha vontade e seja possível - vontade e possibilidade é bom frisar.

Um comentário:

sociologa disse...
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