12 de nov de 2009

O CANTO DO CISNE

Um prato de feijão com arroz aplacou minha raiva. Eu ainda tenho vivo o calor do estacionamento morto. E dói, como eu não gostaria que fosse. Ouvir The J Geils Band e sua gaita em Whammer Jammer me anima um pouco. Gosto da idéia de blues man. Vou ao youtube e ouço mais uma vez o hit. Vai ficar comigo o estacionamento e a música do Cazuza que me acompanha há séculos e me deu a falsa impressão de que eu estava no céu. Não tenho mais espaço para lembranças e cansei de ser marionete no parque de diversões do Senhor. Gostaria de rever o filme Peixe Grande, ou melhor, gostaria que alguém ouvisse essas histórias todas que eu tenho para contar. E esta agora, o canto do cisne... bom, muito bom! Eu sempre achei poética a lenda do pássaro que canta no leito de morte. Mas devo me contentar em fornecer foie gras aos milhares de desconhecidos que me desconhecem. Não quero saber que dia é hoje, é apenas mais um daqueles para serem esquecidos...

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