15 de ago de 2009

DIÁRIO DE UM DETENTO LIVRE

Aqui estou mais um dia... e comecei bem o dia. Ponho Al Green no aparelho de som, mas eu gostava mais da palavra vitrola. O carro vai dar uma trabalheira danada, mas já está lavado. (Já volto, fui tomar café.) Já me perguntaram diversas vezes por que não arrumo uma secretária - eufimismo para empregada, ora bolas. Tenho bons motivos: 1. gosto de tratar das minhas coisas; 2. tenho o compromisso de colaborar com algumas pessoas chegadas e a grana faria falta; 3. o trabalho humaniza - não posso viver no hedonismo ou apenas nos livros; o trabalho me põe no chão, ying; trabalhando eu entendo o trabalho e o sacrifício alheio. (Com licença, tenho que passar o pano). Descanso novamente. Ontem voltei ao assunto da beleza. De fato, o interesse pelo "belo" parece ser inerente ao ser humano, mas cada sociedade trabalha isso de forma particular. Dizem que mulher japonesa bonita é branca como a neve, falam dos ombros das chinesas, do pescoço das mulheres girafas, dos peitões das americanas, dos bundões das brasileiras. Há um modelo de beleza: corpo, cintura, rosto delicado - um padrão "moderno". Mas há mulheres bonitas e sem sal; há homens atléticos sem charme. Enfim, o padrão não é tudo. Existe a beleza interior, o magnetismo, a sensualidade - e também existe a química que torna com sentido a frase "quem ama o feio bonito lhe parece". (Volto já.) Você não precisa de academia, encare um a faxina, lave um carro... (Ufa!) O filme Rota foi decepcionante, pálida versão de Tropa de Elite. (Agora é...) Hum... A aula do prof. Severino foi muito além de minhas expectativas... Trocamos idéias e ele me chamou para fazer alguma coisa lá... Gostei... (Água) Outras coisas a fazer me chamam. Até a proxima, querido diário.

Um comentário:

Aline disse...

Texto interessante...Vou comentar dois pontos: Também não tenho "secretária"...faço as coisas como quero, quando quero e como posso...tenho algumas manias...e uma pessoa estranha talvez não entendesse... não gosto que mexam nas minhas coisas...roupas, objetos, alimentos, sei lá...muda a energia.
Beleza...sensorial...boa...mas a outra é muito, infinitamente melhor, aquela que se percebe quando se fecha os olhos...é uma mistura perfeita, harmônica...é a percepção do outro além do físico...é a que toca a alma...