29 de mai de 2011

A BARBA

Eu novamente raspei à barba. Nada de mais. As mulheres são privilegiadas por mudarem constantemente o visual. Aos homens a sociedade reservou opções modestas. No máximo uma barba, um corte de cabelo e ponto. Nada que se assemelhe ao arsenal feminino. Mudar faz bem, acho. Evidentemente o tempo é o grande maquiador da vida. Ele acrescenta rugas e riscos, o que é tonificado se torna flácido, lentamente. Neste caso, a paciência é amiga da imperfeição. Não gosto de barba branca, que me lembra o Papai Noel. E faz parte da vida o envelhecimento. Há pessoas que até conseguem adquirir um charme especial, geralmente aquelas que aceitam com dignidade as consequências do tempo. Retirar ou não a barba não me torna outra pessoa. Mas neste domingo de quase inverno eu me senti quase em primavera...

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