21 de set de 2010

O LORD BOSSA NOVA

Eu me lembrei da música em homenagem ao Jacob do Bandolim. A propósito daquele senhor com postura de lord sentado diante de suas garrafas. Não sei bem o motivo da lembrança. Talvez, o fato de que ele aparenta ser o centro de uma família. Conversamos. Culto e esclarecido, o Lord Bossa Nova falava de um Rio que não existe mais. Viciado em música e cigarro, seus olhos aparentavam a sabedoria dos gatos velhos - aqueles que rondam a lata de lixo sem perder a pompa. Um vitorioso, eu diria. Alguém que soube viver a vida e ser amado por todos. Não invejei o Gato Negro - por sinal a marca do vinho que levei de presente. Fiquei orgulhoso e contente por ter sido recebido com tanta fidalguia numa casa que exalava harmonia e cheiro de torta de maçã. Ele não toca piano, mas deve ter sempre por perto uma boa dose de whisky - assim creio. De tango, bossa nova e cbn, entre cervejas e vinhos, um pouquinho da música do Sérgio Bittencourt:
"Naquela mesa ele sentava sempre / E me dizia sempre o que é viver melhor / Naquela mesa ele contava histórias / Que hoje na memória eu guardo e sei de cor / Naquela mesa ele juntava gente / E contava contente o que fez de manhã / E nos seus olhos era tanto brilho / Que mais que seu filho / Eu fiquei seu fã..."
Pensando bem eu sei porque a associação entre o lord e a música. Talvez, porque eu não tenha tido o privilégio de ter um grande pai para admirar...

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