21 de ago de 2010

DA SALA ESCURA...

Sala escura, mal vejo os teclados. A porta aberta dá entrada ao ar fresco e à fumaça de cigarro. Um carro buzina sem necessidade em algum lugar do passado. O gosto da noite é a sobra do dia. Eu vejo nas entrelinhas os excessos da caligrafia manuscrita. A vantagem de ser poeta é poder sofrer de alegria. Tosse. Tosse. Um pedaço de gripe. Eu me despeço das ilusões em nome da realidade e me afogo nas ilusões para não viver...

Nenhum comentário: