4 de mar de 2010

JUSTIÇA. GALO.

Um corredor estreito que espreita. Olhos cheios de ansiedade e cheiro ruim - suor azedo e perfume ordinário. A moça do atendimento estava ladeada de papéis. É o povo humilde em busca de justiça gratuita. Casos de pensão alimentícia, rixas diversas, pedidos de indenização. O quadro expressa por que a justiça brasileira não funciona. Só mesmo aqueles que têm paciência de ferro ou desespero de bronze para se asujeitar. Àqueles que me pedem notícias, abro o baú de pandora: levaram o galo. Ele apareceu do nada, como um autêntico Buda que brindava a vizinhança com seu porte altivo e canto de tenor. Foi carregado para servir de alimentação a um cachaceiro. É melhor eu ficar quieto e não perder a compostura. Falei em justiça. Justiça? E no roubo do galo... Não nos preocupamos com homens que dirá com aves...

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