30 de set de 2009

QUASE

"Um dia frio..." e lá vai o nosso charlatão Djavan - alguém que dobra as frases aos caprichos da música, que faz rimas sem sentido soarem incrivelmente bem. As letras estão a serviço da melodia; nesta ele fala até "da riqueza dos sheiks árabes". Não importa. Dá prazer ouvir, ainda mais "num bom lugar prá ler um livro", com esse inverno fora de hora. Cheguei e os grilos lá estavam no seu recital, que não é dedicado a Djavan ou a mim. É o barulho da roça, simplesmente. A gata miserável parece se reestabelecer da estranha doença. Pior: eu ainda ajudei, chamando-a para beber leite ou água. Faz parte da minha educação quase-budista. Hoje foi um dia cheio. Uma senhora evangélica procurou me converter, deixei-a falar, coisas de quase-budista - uma merda! Suponho que a Barra da Tijuca não tenha padarias ou biroscas, pelo menos não onde tenho passado. Não que isso importe muito e... Ah! No aeroporto observei a elegância das aeromoças e dos comissários de bordo. O balconista me disse que o uniforme os deixava metidos. Claro! É o poder do símbolo. Já pensou no tempo em os reis portavam cetros? Ou quantos símbolos são distintivos de poder. É isso: o poder do símbolo e o símbolo do poder. Como um quase-budista e muito cristão, tricolor doente em qualquer divisão e umbandista por devoção, acho tudo isso muito chato...

Um comentário:

Aline disse...

A barra é uma barra...artificial, até o mar..."depois de você (Cabo Frio), os outros são os outros e só..."
Imagino a cena: A conversão de João Gilberto! "Missão Impossível" é o nome do filme...
Estou muito espirituosa, ou como diz o mestre: debochada...
A primavera fria...a madrugada fria...e a vida?
Escuto a música que combina com a estação, ao menos literalmente..."Temporada das Flores"...
Li a matéria da psicóloga Carla Moura "Homens com barriga"...ela sabe das coisas...As pessoas buscam perfeição no pacote...e o mais perfeito tá lá escondidinho...e ninguém pode tocar...
Nem sei o que escrevi...minha mente é um turbilhão...Bom dia! Bom dia! (msn...rs)