23 de jul de 2009

CAFÉ DE ESPELHOS

Por entre a nova tela sobre a janela vejo o céu acinzentado. Penso em pessoas que me cortam o coração com seus problemas, que de certa forma também são meus. Um gole de café e um suspiro antes de continuar a escrever trabalhos "sérios". Ouço no noticiário a agonia dos técnicos de futebol. O comandante do Flamengo, o Cuca, não tem um grande time, que joga desfalcado e ainda assim a torcida e alguns dirigentes pedem sua cabeça. Dizem os especialistas que é um absurdo o salário de um Muricy Ramalho, de um Luxemburgo ou do recém-demitido Parreira - não acho. Absurda é a condição de trabalho dos técnicos, únicos responsabilizados pelas derrotas dos clubes. O treinador que pode deve pedir muito. Seu trabalho é desgastante e instável, enquanto na maioria das vezes dirigentes, juízes e jogadores incompetentes passam incólumes. Futebol é paixão, não tem compromisso com a racionalidade e muito menos com a justiça. Acabou o café, voltemos ao dia...

Um comentário:

Patrick Gomes disse...

penso o quanto é injusta a vida de um treinados sob estes aspectos, mas quer saber... se ele juntar dois meses de salário estará rico, então que se danem os treinadores! rsrsrs