7 de abr de 2009

Fiquei na dúvida entre inserir o resumo ou um pedaço da conclusão do artigo que terminei ontem. Decidi pelo final. Aos poucos leitores, em homenagem a vocês, aí vai:

"A modernidade foi um tempo de divisão territorial e simbólica do mundo. No processo de formação dos diferentes estados-nação emergiu um padrão europeu instituído pela força econômica e militar. Teorias como o evolucionismo e o positivismo forneceram as bases de legitimação para as pretensões de hegemonia e conquista. Neste contexto de partilha, o Brasil e a China são nações exóticas, cada qual ao seu modo.
Tropical e mestiço, mais paisagem do que país, o Brasil absorveu o imaginário criado sobre os chineses ao longo da modernidade. Em diferentes contextos históricos foram mobilizadas representações sociais para dar conta da “estranheza” de sua presença. Em termos de visibilidade social, ou seja, quando intensos debates foram travados sobre o assunto, detectamos três momentos em que a sociedade brasileira discutiu publicamente “o chinês”: (1) Na experiência do chá ao tempo de D. João; (2) no contexto da Abolição, quando foram cogitados como imigrantes para a lavoura; (3) e na atualidade em função da ascensão econômica e política da China."

Um comentário:

Aline disse...

Modernidade...desenvolvimento...Faz parte da sua vida? Parecem distantes da nossa realidade...ou simplesmente não estão de acordo com o real sentido da palavra...

"Vivemos um mundo de opulência sem precedentes, mas também de privação e opressão extraordinárias. O desenvolvimento consiste na eliminação de privações de liberdade que limitam as escolhas e as oportunidades das pessoas de exercer ponderadamente sua condição de cidadão"
Amartya Sen