29 de nov de 2008

E FIZ CORO, BAIXINHO

Eu entrei e junto comigo o vento cortante. Sentei e percebi que ninguém prestava atenção na música. Um senhor mulato entoava velhas canções. Seus olhos percorriam as mesas em busca de uma atenção, o violão parecia ser maior que o velho cantor. Os fregueses estavam concentrados em seus bifes, despejei sal nas batatas fritas e solicitei um guaravita sem gelo. A lagoa cinza parecia dançar melancólica aos acordes do bolero. Mirei o cantor com um misto de pena e simpatia. Pode parecer inacreditável, mas ele começou a cantar o hino do Fluminense. Lancei-lhe um sorriso e fiz coro, baixinho. Ele me devolveu um olhar curioso e em estilo de bossa nova continou: "Vence o Fluminense / Com o verde da esperança / pois quem espera sempre alcança / Clube que orgulha o Brasil / Retumbante de glórias / E vitórias mil..."

2 comentários:

fabiana disse...

Oi amigo, só agora achei seu blog, gostei dos textos, parabéns...FABIANA.

Aline disse...

Gotinha de felicidade...rs