30 de mai de 2012

MARTHA MEDEIROS

Eu estava prestes a criticar uma unanimidade. Não me refiro ao eterno Chico Buarque e sim à cronista Martha Medeiros. Ela escreve maravilhosamente bem. Ela diz o que todos querem ouvir, a essência do chamado politicamente correto. Este é o problema. Como disse Giddens, a modernidade trouxe ao mundo a figura do especialista. Os caras que sabem todas as respostas, que têm tudo no manual. Há precisão nos seus conselhos e o respaldo da ciência. Já os cronistas e blogueiros expressam a moralidade pública, não a conservadora, mas aquela que todos desejam ser: liberais, progressistas, afinados às tendências da pós-modernidade. Existe a chamada moral da história, o desfecho que todos esperam e a pressão da sociedade. Assim, sou constantemente cobrado: você que estudou tanto... você que já é maduro... você que é tão experiente... Declaro de imediato: tenho mais perguntas que respostas, faço besteiras e muitas vezes não tenho a menor ideia do que seja certo ou errado. A isso os antigos chamavam caráter. Quem se prende às experiências passadas é um traumatizado, mesmo que para o bem, o que não fica nada bem para um aspirante ao budismo como eu... (E não é que tenho que terminar com reticências!)

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