2 de mar de 2011

O GUARDIÃO

Não cultivo superstições, embora não seja um cientificista, longe de mim a frieza das sentenças infalíveis. Mas há certas coisas que saltam aos olhos e fogem das explicações convencionais. Por exemplo, situações em que coisas ruins aconteçam em sequência - é a chamada fase negra da vida. Ora, não há lógica no encadeamento de notícias ruins. O ditado popular afirma: "quando a maré é de azar, o urubu de baixo caga no de cima". Que tipo de explicação razoável - e nem chego a dizer racional - é possível nesses casos? Bem, em fases ruins agir de forma atabalhoada só complica mais as coisas. O que se chama popularmente de negatividade pode ser apenas desânimo e perda de autoestima. A sabedoria oriental taoísta recomenda a via da natureza para todos os males. Assim, em meio a grandes ondas marinhas o ideal é ficar boiando, de nada adianta se debater ou lutar contra uma força maior. Aguardar com serenidade - eis o princípio budista, "as coisas simplesmente vêm e vão". O povo vaticina: "não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe". O tempo é o guardião das soluções para o bem ou para o mal.

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