13 de fev de 2010

TAKES

O GALO DA MANHÃ
Ti-tit-ti... Ele já sabe que sou eu. Comprei milho. Merda! Mais um bicho para dar comida. Uma gata exigente, um cachorro comilão e agora o galo - e nenhum deles me pertence! Mas quem disse que alguém tem dono? Nem filhos, esposa, dentes, enfim, nada nos pertence, nem a vida, esse privilégio divino, é nosso.
A COR DO SOM
"Abri a porta. Apareci". A casa ainda me trazia recordações. "So far away". Ali eu dancei e nunca mais vou esquecer. Agora é um homem alquebrado e praticamente morto que me abre a porta. Pedi desculpas e fiz minha contribuição. Não posso ver uma pessoa tão digna passar necessidade. Eu gostaria muito de ser rico. Nem tanto por minhas necessidades. Achei comovente ele dizer: "Aceito. Aceito porque preciso. E aceito porque não poderia desonrar seu ato cristão". Esta também vai para os anais de minhas incríveis historietas.
SERIADOS
De tanto elogiarem, resolvi assisti Band of Brothers. O primeiro episódio foi ruim, quase me levou a desistir. Mas devo admitir, a partir do segundo, o seriado é realmente espetacular. O episódio em que o enfermeiro é o personagem principal é emocionante. De uma crueldade e ao mesmo tempo de uma beleza...
AINDA SOBRE LEVEZA
Ontem uma amiga me chamou de divertido. Hum... Às vezes sim, às vezes não... Ei! Nada de música de Júlio Iglesias! Sou leve na água, durante um filme de comédia, num restaurante, num encontro de amigos. Mas sou pesado ao ver tanta injustiça, corrupção, gente com fome e irresponsabilidade ambiental. Prefiro me ver como uma pessoa densa, que detesta frivolidades, ainda que o conceito de alienação não me empolgue mais...
CALOR
Nem é bom falar. Esquenta mais ainda.
POPPER
Abro o livro do filósofo conservador. Uma pequena passagem me interessa. Gosto disso...
TIGRE É TIGRE, DRAGÃO É DRAGÃO
Ditado chinês. Gosto dele. E quanto mais o aplico, mais seguro fico de minhas atitudes.

Um comentário:

MM disse...

"Tigre é tigre, dragão é dragão." Sapo é sapo, escorpião é escorpião. Tema fascinante: nós e nossa natureza. É uma infelicidade, uma falta de sorte, se deparar com um ser de natureza execrável. Contudo, que culpa carrega? Se é da própria natureza. Será que alguma razão teriam as teorias lombrosianas? Existe alguma “tendência atávica” que nos acorrenta? E o livre arbítrio, onde se encaixa em tudo isso?